Pode ser que você tenha um trabalho estável e esta fria realidade se apresente como uma rotina tediosa; ou como um chefe que ao invés de te apoiar tira sua energia e vitalidade. Pode ser que você esteja desempregado e esta fria realidade se apresente como falta de oportunidade ou como esta sensação terrível de se sentir como um iogurte vencido, lá abandonado e esquecido na geladeira, depois de haver estado no seu melhor ponto. Pode ser que você esteja sozinho e acreditou nos poetas ultra-românticos e enganados que disseram que viver sozinho é como ser uma laranja podre; ou pode ser que você esteja acompanhado e esta fria realidade se apresente como um parceiro egoísta e inseguro que não se alegra de te ver voar.
Seja qual seja o seu caso, o único que eu posso te dizer é que: Resista! Se rebele e não se entregue. Defende sua dignidade, porque no momento que você desiste, o poder já não está mais na sua mão, e portando já não é você determinará a sua sorte. Você deu esse poder para o outro e agora ele é livre de usá-lo em beneficio próprio.
No momento em que você se entrega à rotina diária e deixa de inovar, a inércia funciona como uma teia de aranha que devagarzinho vai te envolvendo com seus fios invisíveis, mas implacáveis, até te estrangular.
No momento que você deixar de propor novas ideias à sua equipe por medo da rejeição ou do desinteresse do seu chefe, você está rebaixando a sua capacidade criativa e a do grupo.
Se você desiste de procurar um novo trabalho e não tenta se reciclar para ser mais atrativo para o mercado, é provável que entre numa espiral negativa que não te levará a lugar algum. E se ao invés de construir um novo perfil como empreendedor ou free-lance, você preferir ficar reclamando da crueldade do mercado, com certeza vai afundar ainda mais na lama.
Finalmente se você prefere declarar que vive em “solidão” e não em “solitude”,- uma linda e pouco conhecida palavra que significa a condição de estar sozinho voluntariamente para estar em paz consigo mesmo,- e que você precisa da outra metade para se sentir inteiro, então não é de se estranhar que a outra metade também te despreze.
Se você pretende estar no comando e não quer depender de outros ou de outras coisas para criar o seu estado ótimo para evoluir, então você precisa ser valente porque voar não é coisa para covardes. Porém, a valentia não significa não ter medo e sim ter a habilidade de usar o medo como trampolim e não como sofá.
A valentia é necessária antes de qualquer coisa para assumir a nossa responsabilidade porque se começamos a responsabilizar os outros pelos nossos infortúnios, então a solução não depende de você e quem tem que mudar o fazer alguma coisa é o outro. E você não quer ficar esperando eternamente, não é?
É muito fácil se inscrever no clube da vítima e pôr a culpa de tudo à todos menos a nós mesmos: ao chefe, ao amigo, ao companheiro, ao governo… Bastante cômodo, não é verdade? Sim, cômodo e infantil.
Posso te garantir que é verdade que nem sempre somos responsáveis pelo que acontece com a gente, mas sim somos responsáveis do que fazemos com o que acontece com a gente. E esta é a nossa verdadeira e última liberdade, ou seja: temos voz e voto para decidir qual deve ser o nosso estado de ânimo, e não deixar uma coisa tão importante e fundamental como esta nas mãos de outras pessoas ou das circunstancias.
Rafeek Albertoni
Palestrante, coach e ilusionista
Diseño mis formaciones basándome en mi vivencia con las herramientas de la Inteligencia Emocional y en más de 20 años de experiencia artística en los escenarios nacionales e internacionales.
Utilizo diferentes estímulos para enseñar, porque según los últimos avances de la neurociencia el dinamismo, el entretenimiento y la expectación en el aula, generan que los neurotransmisores segreguen hormonas motivacionales en el cerebro, como la dopamina y la oxitocina, que favorecen el aprendizaje y el recuerdo. Es decir que, cuando disfrutamos en la fase de aprendizaje, mejoramos el rendimiento y la memorabilidad.